Presidente da República anuncia construção de novo hospital oncológico para Luanda

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22 de outubro de 2024

Falando em conferência de imprensa, depois de ter inaugurado o Hospital Geral do Cuanza-Sul Comandante Raul Diaz Argüelles, João Lourenço afirmou que está em curso a construção de um novo hospital oncológico em Luanda, uma vez que o país não dispõe atualmente de recursos financeiros para construir três “ou quatro distribuídos pelo país”, apesar de existir a necessidade destes serviços.

O Chefe de Estado não dá qualquer horizonte temporal em termos de conclusão, mas justifica que a cidade que tem cerca de um terço da população de Angola, Luanda, é precisamente onde se deve começar a criar as melhores condições “para o combate às doenças oncológicas” .

O Chefe do Poder Executivo considera que, atualmente, a falta de infra-estruturas desta natureza tem constituído uma espécie de “handicap”. No entanto, o Presidente sublinha que o país tem dado passos importantes no combate à insuficiência renal, com a construção de vários centros de hemodiálise. “Espalhados por todo o país.

Demos um passo importante em termos de combate às doenças cardiopulmonares, mas em termos de oncologia estamos atrasados. Por isso, o primeiro grande investimento, cujas infra-estruturas já começaram a ser construídas, é também na cidade de Luanda”, assegura.

Hospitais a três níveis

O Presidente da República adverte, noutro ângulo da sua abordagem, que, para promover a saúde pública em Angola, o país precisa de investir para além da construção de infra-estruturas de nível primário, secundário e terciário.

João Lourenço defende, neste sentido, que o país deve dar mais formação aos profissionais de saúde. “E esta é uma ação que estamos a desenvolver em paralelo com os nossos projectos de construção de infra-estruturas.

Ao mesmo tempo que estamos a construir, estamos a investir seriamente na formação e na especialização dos nossos profissionais de saúde, não só com vista a termos o número correspondente ao investimento que estamos a fazer em infra-estruturas, mas sobretudo para termos a qualidade de profissionais que consigam tirar o melhor rendimento possível dos equipamentos de ponta que estamos a instalar, sobretudo ao nível terciário”, destaca.

Segundo ele, não basta comprar equipamento, é necessário obter o melhor desempenho possível do equipamento que está a ser instalado.

“Caso contrário, o investimento que está a ser feito não teria valido a pena”, considera, defendendo ainda a necessidade de incluir no sistema nacional o maior número possível de profissionais do sector da saúde, sem, no entanto, perder de vista a componente do saneamento básico.

“Portanto, se as nossas cidades, em termos de saneamento básico, estiverem em boas condições, não houver acumulação de lixo, acumulação de água, não houver criadouros de mosquitos e outros animais nocivos à saúde humana, certamente estaremos a contribuir para o bem-estar dos angolanos, em termos de prevenção”, sublinha o Presidente da República.

Audições paralelas

Na segunda-feira, o Presidente da República recebeu em audiência José Angel, Ministro da Saúde de Cuba, com quem abordou vários assuntos de interesse comum entre os dois Estados. Numa outra audiência, falou com o fundador e proprietário do Grupo Mitrelli, Haim Taribe.

O dia de hoje está reservado a visitas às obras das Infra-estruturas Integradas do Sumbe e a uma feira na marginal da capital. Ainda hoje, o Presidente vai presidir à reunião do Governo Provincial do Cuanza-Sul. Sobre a homenagem ao general, o Presidente diz que a mesma foi necessária devido à contribuição do cidadão na batalha do Ebo no confronto com o “inimigo”, nestas circunstâncias o exército sul-africano.

POR: Constantino Eduardo, enviado para o Sumbe

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